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Regional Norte da UGT-PARANÁ tem novo tem novo Presidente


Leonildo Guergolet (em pé,à esquerda) lembrou a dedicação, liderança e as lutas de Marcelo Urbaneja ao lado dos trabalhadores


A Regional Norte da UGT-PARANÁ, realizou na quarta-feira (14/7), na sede do Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina (PR), a assembleia extraordinária para eleição da vacância do cargo de presidente em virtude do falecimento do companheiro Marcelo Urbaneja, vítima da Covid-19.

A assembleia contou com a participação da direção da Regional Norte e sindicatos filiados; do presidente da UGT-PARANÁ, Paulo Rossi; do secretário de finanças da UGT-PARANÁ e da Feaconspar, João Gerônimo Filho, e do presidente da Feaconspar e membro da executiva nacional da UGT, Manassés Oliveira.

Paulo Rossi, presidente da UGT-PARANÁ, abriu os trabalhos falando do último congresso da Regional realizado naquele mesmo auditório, e da tristeza em não ter a presença física do companheiro Marcelo Urbaneja. "Hoje é um dia emblemático, pois não tem como não sentir a presença do Marcelo em cada canto desse sindicato. Era a vida dele lutar por sua categoria, e esse trabalho foi merecidamente reconhecido por todos com sua partida. Que Deus nos ilumine para suportar essa dor, que de alguma forma poderia ter sido evitada, assim como as milhares de vidas perdidas nesse pais, caso o desgoverno do genocida Bolsonaro tivesse comprado as mais de 60 milhões de doses da  vacina da Pfizer em 2020, e que foram recusadas por ele e sua equipe". 

Rossi falou ainda dos efeitos nocivos da PEC 32, que trata da Reforma Administrativa proposta pelo atual governo e que prejudicará toda a população, caso seja aprovada da forma apresentada. "Mais uma vez o discurso mentiroso e de ódio do governo Bolsonaro mente para  a população, alegando que tal reforma irá acabar com os salários dos privilegiados e marajás. Pura mentira! Essa reforma preserva justamente os verdadeiros privilegiados e pune os servidores públicos concursados, que em média ganham cerca de 2 a 3 salários mínimos. O que o governo federal quer é punir quem trabalha e desmontar o atendimento na área de saúde, educação, segurança, trabalho à população. Tal projeto dá poder ao governo de demitir funcionários públicos, contratando seus indicados políticos no lugar. É a legalização do "toma lá, dá cá", disse Rossi.

Por sua vez, o atual presidente do Sindserv/Londrina, Fábio Molin, também falou da difícil missão em substituir o amigo Marcelo Urbaneja, mas a união de cada dirigente e a equipe que compõe o Sindserv/Londrina, faz com que o legado e os ideais deixados por ele sejam continuados. "A luta do Marcelo e da nossa diretoria sempre foi pautada pela defesa do servidor e da classe trabalhadora. Assumimos essa missão, e vamos conscientizar nossos trabalhadores da política nefasta desse governo que não tem compromisso algum com os menos favorecidos".

Manassés Oliveira, presidente da Feaconspar e membro da executiva nacional da UGT, fez uma análise do atual cenário econômico, político e sindical pelo qual passa o país. Manassés falou dos mais de 20 milhões de desempregados e desalentados, vítimas da péssima conduta por parte do atual presidente da República. "Fizeram uma reforma trabalhista ainda no governo Temer e que foi ampliada através de decretos por parte do governo Bolsonaro, marginalizando o trabalhador em prol do capital. Depois veio a reforma da previdência que aniquilou de vez os menos favorecidos. Essa forma nefasta está se refletindo a cada dia, com aumento da miséria, do desemprego e da falta de políticas públicas eficazes". O dirigente abordou ainda a falta de representatividade política no Congresso Nacional pela qual os movimentos sociais e em especial o movimento sindical vive no atual cenário. Segundo Manassés, atualmente os trabalhadores tem menos de 10% da representação política na Câmara dos Deputados, fazendo com que prevaleça a aprovação de projetos de interesse dos empresários e do governo. "Chegou o momento do movimento sindical, e em especial dos dirigentes e das entidades filiadas da UGT se unirem e eleger um legítimo representante dos trabalhadores para deputado federal em 2022, pois caso permaneça a correlação de forças no parlamento, estaremos a um passo dos fins dos direitos trabalhistas e sociais, inclusive com o tão sonhado projeto do atual ministro da economia, Paulo Guedes, em criar a tal "Carteira Verde e Amarela", com o fim do FGTS, férias e demais benefícios conquistados arduamente pela classe trabalhadora". 

Após várias e merecidas homenagens ao inesquecível grande líder e companheiro Marcelo Urbaneja, foi eleito por unanimidade para ocupar o cargo de presidente da Regional Norte da UGT-PARANÁ, o professor e servidor público Leonildo Guergolet, que também exerce o cargo de diretor de Assuntos Jurídicos do Sindserv/Londrina. O novo presidente agradeceu a confiança de cada companheiro e companheira, e da difícil tarefa que será dar prosseguimento ao legado do presidente Urbaneja. "Com emoção recebo essa missão que é dar continuidade ao grande trabalho que o meu amigo Marcelo nos deixou, e sei que não estarei sozinho nesse desafio", disse Leonildo. 














Fabio Molin (em pé) empossou o novo presidente do Sindserv/Londrina,
Leonildo Guergolet












Manasses Oliveira falou em nome da UGT nacional

 

Post Mario de Gomes

Secretário de Comunicação UGT-PARANÁ
Douglas Claro

Fonte/Fotos: Assessoria de Imprensa / Sindsev-LD